Publicado em: 28/01/2026
Foto e Divulgação: SGB
Fortaleza deu mais um passo importante na prevenção de desastres naturais. Teve início nesta semana a terceira etapa do mapeamento de áreas de risco da capital, uma ação fundamental para orientar políticas públicas de habitação, infraestrutura urbana e defesa civil.
O trabalho é realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, e com apoio da Defesa Civil de Fortaleza. As visitas técnicas seguem até o dia 6 de fevereiro.
Nesta etapa, os técnicos estão percorrendo cinco regionais da cidade, abrangendo 21 bairros, entre eles:
Vicente Pinzón, Cais do Porto, Papicu, Tauape, Siqueira, Granja Lisboa, Bom Jardim, Genibaú, Autran Nunes, João XXIII, Pici, Antônio Bezerra, Vila Velha, Barra do Ceará, Pirambu, entre outros.
As equipes avaliam riscos como deslizamentos, alagamentos, erosões e ocupações em áreas vulneráveis, especialmente em períodos de chuvas intensas.
A pesquisadora do SGB, Juliana Gonçalves, destaca que o mapeamento vai além do diagnóstico técnico.
“Esse material vai servir para planejar ações de prevenção, definir prioridades de obras e organizar melhor a resposta a emergências. Para a população, isso se traduz principalmente em mais segurança”, explica.
O estudo faz parte da elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que permitirá à Prefeitura de Fortaleza agir de forma mais rápida e estratégica em situações de desastre.
Desde setembro de 2025, mais de 30 bairros já foram visitados em campanhas anteriores, incluindo Praia do Futuro, Cidade dos Funcionários, Conjunto Palmeiras, Jangurussu, Barroso, Centro e Moura Brasil — áreas historicamente afetadas por alagamentos e deslizamentos.
O projeto integra uma cooperação técnica firmada entre o Ministério das Cidades e o SGB, com investimento total de R$ 7,5 milhões, contemplando dez cidades brasileiras. Além de Fortaleza, participam capitais e municípios como Maceió, Teresina, Goiânia e Blumenau.
Com eventos climáticos cada vez mais extremos, o mapeamento de risco se torna uma ferramenta essencial para evitar tragédias, orientar reassentamentos e proteger comunidades vulneráveis. Em uma cidade que convive com chuvas intensas e ocupações irregulares, planejamento pode significar a diferença entre prevenção e calamidade.