Publicado em: 22/01/2026
O Brasil vive uma realidade triste e alarmante: em 2025, o país registrou o maior número de feminicídios desde que o crime foi tipificado na lei brasileira, com 1.470 casos ao longo do ano — uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.
Dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, compilados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mostram que:
Foram 1.470 feminicídios registrados em 2025, superando os 1.464 casos de 2024 — até então o maior número da série histórica.
Isso representa cerca de quatro mulheres mortas por dia em contexto de violência doméstica, familiar ou motivado por discriminação de gênero.
Mesmo sem dados completos de dezembro de alguns estados como São Paulo, os números já alcançados constituem um novo recorde oficial.
Entre os estados com maior número absoluto de registros em 2025 estão:
São Paulo — com cerca de 233 casos;
Minas Gerais — com cerca de 139;
Rio de Janeiro — com cerca de 104.
A tipificação do feminicídio como crime específico, ocorrida em 2015, trouxe mais visibilidade e instrumentos legais para enfrentar a violência de gênero. Porém, mesmo com a existência de leis mais duras e de políticas públicas focadas em proteção à mulher, os números continuaram a subir ao longo da última década — sugerindo que a violência contra mulheres no Brasil ainda é um problema estrutural e grave.
Movimentos de mulheres e organizações defensores dos direitos humanos têm chamado atenção para a necessidade de:
Aprimorar medidas protetivas;
Garantir o cumprimento efetivo de leis existentes;
Fortalecer a rede de acolhimento e serviços de apoio às vítimas;
Promover educação e prevenção contra a cultura da violência de gênero.
Grandes manifestações em várias cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, nos últimos meses — com milhares de mulheres nas ruas pedindo “Stop killing us” — refletem a indignação da sociedade diante dessa realidade brutal.
Esses números não são apenas estatísticas. São vidas interrompidas, famílias que sofrem e uma sociedade que precisa refletir sobre como enfrentar e prevenir a violência de gênero de forma eficaz e contínua.