Publicado em: 11/01/2026
Por: Redação Page News Fortaleza
Domingo, 11 de janeiro de 2026
Foto: Reprodução
O paraíso de Fernando de Noronha virou cenário de um susto impressionante na última sexta-feira (9). A advogada paulista Tayane Cachoeira Dalazen, de 36 anos, foi mordida por um tubarão-lixa enquanto realizava um mergulho de apneia na região do Porto de Santo Antônio. O vídeo do momento, que circula intensamente nas redes sociais, mostra a proximidade perigosa entre os turistas e os animais, levantando um alerta sobre os limites da interação com a fauna marinha.
Apesar das imagens fortes, Tayane deu uma aula de resiliência e consciência ambiental ao relatar o episódio.
Diferente de casos graves que costumam assombrar o imaginário popular, o ferimento de Tayane foi classificado como superficial. A mordida atingiu a região do quadríceps (coxa direita), mas, felizmente, não lesionou músculos ou tendões.
Atualização do quadro:
Atendimento: Ela foi socorrida inicialmente por uma amiga médica que estava no local e, em seguida, levada ao Hospital São Lucas.
Procedimentos: Recebeu limpeza profunda, medicação intravenosa e vacina antitetânica. Por protocolo médico em mordidas de animais, o ferimento não foi totalmente fechado (pontos internos) para evitar infecções, mas ela já está estável.
Bom humor: Nas redes sociais, Tayane brincou: "Estou bem! A mordida não foi profunda. O tubarão é que deve estar sem dente". Ela afirmou que não ficou traumatizada e que seu único choro foi por ter que ficar um tempo longe do surfe.
Tayane, que é praticante de kitesurf e acostumada ao oceano, descreveu o momento com precisão cirúrgica. Ela realizava um mergulho quando sentiu a pressão forte na perna. Segundo ela, o tubarão-lixa "segurou e sacudiu".
"Eu sentia ele me sacudindo pela perna. Pensei que não podia colocar a mão, porque ele poderia arrancá-la. O guia começou a dar murros no tubarão e ele me soltou", relatou a advogada.
O guia local, conhecido como Nego Noronha, interveio rapidamente. Especialistas explicam que o tubarão-lixa possui uma mordida de sucção extremamente potente e dentes pequenos, mas serrilhados, projetados para triturar conchas e crustáceos.
Embora o termo "ataque" seja o mais buscado no Google, pesquisadores e o próprio ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) preferem o termo "incidente".
Investigação: O ICMBio abriu um procedimento para apurar se houve condutas irregulares, como o "cevo" (alimentação artificial para atrair animais), técnica proibida que altera o comportamento dos tubarões, tornando-os mais agressivos ou curiosos.
Estatísticas: Incidentes com tubarões-lixa são raros e geralmente ocorrem quando o animal se sente acuado ou confunde o movimento humano com comida.
O caso de Tayane serve como um lembrete vital para quem visita destinos como Noronha ou até mesmo a nossa Beira-Mar. Animais selvagens são imprevisíveis.
A recomendação das autoridades ambientais é clara:
Mantenha distância: Nunca tente tocar ou "posar" colado ao animal para fotos.
Evite brilhos: Adereços metálicos ou relógios podem refletir a luz e atrair a atenção dos predadores.
Respeite o Guia: Profissionais credenciados sabem ler os sinais de estresse do animal.
Tayane planeja voltar a São Paulo para concluir o tratamento, mas promete retornar a Noronha em breve. Para ela, o oceano continua sendo sua casa; o incidente foi apenas um lembrete de que, ali, somos apenas visitantes.