Publicado em: 02/02/2026
Um acidente fatal registrado no município de Acaraú, no Litoral Norte do Ceará, terminou com a morte de Antônio Carlos Rodrigues, 54 anos, trabalhador rural, atropelado por um trator em uma propriedade agrícola da região.
O caso aconteceu durante atividades de rotina no campo e chocou moradores da comunidade, acostumados a uma convivência diária com máquinas pesadas, muitas vezes sem equipamentos adequados de segurança.
“Ele trabalhava ali há anos. Era experiente, conhecia a terra como ninguém”, contou Seu Raimundo Lopes, 61 anos, agricultor e colega de trabalho da vítima.
Segundo informações preliminares apuradas pelo Page News, Antônio Carlos auxiliava em uma área de preparo do solo quando foi atingido pelo trator durante uma manobra. O operador do veículo permaneceu no local e prestou esclarecimentos às autoridades.
Equipes de socorro foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente para apurar se houve falha humana, mecânica ou ausência de medidas de segurança.
Apesar de ser essencial para a economia cearense, o trabalho no campo ainda apresenta altos índices de informalidade e pouca fiscalização, principalmente em propriedades de pequeno e médio porte.
O engenheiro de segurança do trabalho Eduardo Sales explica que acidentes com tratores são mais comuns do que se imagina.
“Máquinas agrícolas são responsáveis por grande parte das mortes no meio rural. Falta treinamento, manutenção e uso de equipamentos de proteção”, afirma.
Em comunidades rurais, o uso de tratores e implementos pesados faz parte do cotidiano — e os riscos acabam sendo naturalizados.
Maria das Dores Rodrigues, 49 anos, irmã da vítima, lamenta a falta de prevenção.
“Todo mundo acha que nunca vai acontecer com a gente. Até acontecer”, desabafa.
Dados do setor indicam que acidentes no campo muitas vezes não entram nas estatísticas oficiais, especialmente quando envolvem trabalhadores sem vínculo formal.
Especialistas defendem campanhas educativas, exigência de treinamento para operadores e maior presença de órgãos fiscalizadores no interior do estado.
🚜 O que fica:
A morte de Antônio Carlos não é apenas uma tragédia individual — é o retrato de um problema estrutural que segue ceifando vidas longe dos grandes centros.