Publicado em: 22/01/2026
Quase três décadas depois do episódio que colocou uma cidade do Sul de Minas no mapa mundial dos fenômenos inexplicáveis, o Caso do ET de Varginha voltou ao centro do debate internacional.
Nesta semana, moradores e testemunhas ligadas ao episódio de 1996 estiveram nos Estados Unidos, em Washington, onde participaram de encontros, audiências públicas e eventos com pesquisadores e jornalistas interessados em relatos sobre objetos voadores não identificados e possíveis encontros com seres não humanos.
No palco do National Press Club, um dos espaços mais simbólicos do jornalismo americano, histórias que atravessaram gerações foram novamente contadas — agora, para o mundo.
“O que vimos não parecia com nada que eu já tivesse visto na vida. Aquilo não era humano”, disse uma das testemunhas, ao relembrar o episódio ocorrido em janeiro de 1996.
As falas, algumas emocionadas, outras firmes, reforçaram versões que nunca desapareceram completamente da memória coletiva brasileira, mesmo após investigações oficiais descartarem a hipótese extraterrestre.
Entre os relatos apresentados nos Estados Unidos estão os das irmãs Liliane e Valquíria Silva, protagonistas do primeiro e mais famoso avistamento. Elas voltaram a descrever o momento em que afirmam ter visto uma criatura agachada em um terreno baldio de Varginha.
“Tinha olhos vermelhos grandes, a pele escura e parecia estar machucado. O cheiro era muito forte”, relatou uma delas durante o evento, repetindo uma descrição que se mantém praticamente igual desde 1996.
Outro ponto que voltou a ser citado foi a movimentação atípica de veículos militares na cidade nos dias seguintes ao avistamento. Moradores afirmam que caminhões do Exército circularam por áreas residenciais, algo incomum para uma cidade de médio porte no interior de Minas.
“A cidade nunca tinha visto aquilo. Soldados, caminhões fechados, áreas isoladas. Não foi algo normal”, afirmou um morador que acompanhou os acontecimentos na época.
Também foi relembrado o caso do policial militar Marco Eli Chereze, que morreu meses depois de uma infecção generalizada. Ufólogos presentes no evento reforçaram a tese de que ele teria tido contato com a suposta criatura, embora não exista comprovação oficial dessa ligação.
O Exército Brasileiro, após investigação conduzida ainda nos anos 1990, concluiu que não houve contato com seres extraterrestres. Segundo o inquérito, o que teria sido visto pelas jovens poderia ser uma confusão visual, envolvendo um morador da cidade com deficiência física, em um dia de chuva intensa e tensão coletiva.
Autoridades militares também negaram qualquer operação de captura ou transporte de criaturas e afirmaram que não houve deslocamento de material biológico ou tecnológico incomum.
Mesmo assim, a divergência entre a versão oficial e os relatos populares nunca foi totalmente resolvida.
“Não estamos aqui para convencer ninguém, mas para contar o que vivemos”, disse uma das testemunhas em Washington. “A verdade de quem estava lá não mudou.”
O retorno do ET de Varginha ao noticiário internacional acontece em um momento específico: os Estados Unidos vivem uma nova onda de discussões sobre fenômenos aéreos não identificados, com depoimentos de ex-militares, audiências no Congresso e liberação parcial de documentos antes classificados.
Nesse contexto, o caso brasileiro passou a ser citado como um dos episódios mais emblemáticos fora do eixo Estados Unidos–Europa.
Para pesquisadores estrangeiros, Varginha reúne elementos que tornam o caso único:
múltiplas testemunhas civis;
relatos de movimentação militar;
impacto social duradouro;
e contradições entre versões oficiais e populares.
Em Varginha, o episódio virou parte da identidade local. A cidade abriga estátuas temáticas, eventos culturais e até pontos turísticos ligados ao suposto ET. O que começou como medo e estranhamento, transformou-se em curiosidade, folclore e debate permanente.
Para os moradores que falaram nos Estados Unidos, a viagem teve um significado especial.
“Durante muito tempo fomos tratados como motivo de piada. Hoje, somos ouvidos com respeito”, afirmou uma das participantes.
Passados quase 30 anos, o Caso do ET de Varginha continua dividido entre ciência, ceticismo, memória e crença. Não há provas conclusivas que confirmem a presença de vida extraterrestre — mas também não há consenso que apague completamente o que dezenas de pessoas afirmam ter visto.
Ao levar seus relatos para fora do Brasil, os moradores de Varginha reforçam uma certeza:
o caso pode até não ter respostas definitivas, mas segue vivo, atravessando fronteiras e gerações.
E enquanto houver quem diga “eu vi”, o mistério continuará.