Publicado em: 22/01/2026
Foto: Ciopaer
O interior do Ceará viveu um momento histórico na saúde pública em 20 de janeiro de 2026, quando foi realizada no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, a primeira captação e retirada de pulmão do tipo no interior do estado — um feito que marca um avanço significativo da medicina cearense e da descentralização dos procedimentos de alta complexidade.
A cirurgia aconteceu na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, como parte de uma captação múltipla de órgãos — incluindo rins e pulmões — coordenada em conjunto pela Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
O transporte das equipes e dos órgãos foi realizado por via aérea partindo de Fortaleza até Quixeramobim, respeitando os protocolos rigorosos e janelas de tempo que garantem a viabilidade dos órgãos para transplante.
A equipe multidisciplinar envolvida demonstrou alto nível de preparo clínico e logística, integrando médicos, enfermeiros e profissionais de apoio, muitos dos quais já atuavam no sistema estadual de transplantes. Além de salvar vidas, o procedimento simboliza que o Sertão já está pronto para oferecer soluções de saúde que antes só eram vistas nas grandes capitais.
Esse feito representa mais do que uma operação técnica bem-sucedida: trata-se de um avanço na interiorização da alta complexidade em saúde pública. Reduzir distâncias, diminuir o tempo entre a doação e o transplante e fortalecer a rede de atendimento local pode resultar em mais chances de sobrevivência para pacientes que aguardam na fila por órgãos vitais.
Procedimentos como esse ressaltam a importância da doação de órgãos, um ato voluntário que pode transformar tristeza em esperança para várias famílias. No Brasil, todo processo de doação só é validado após consentimento da família do doador e diagnóstico de morte encefálica.
Ao entrar para o registro da medicina cearense, esse procedimento realizado em 20 de janeiro de 2026 mostra que o interior tem estrutura, equipes competentes e capacidade técnica para enfrentar desafios que antes pareciam distantes. É mais um passo que coloca o Sertão Central no mapa da saúde de alta complexidade, abrindo portas para mais avanços na assistência à vida.