Publicado em: 28/01/2026
Caldas Novas (GO) — A investigação sobre o desaparecimento e a morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza teve um avanço decisivo nesta quarta-feira (28). O síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, confessou à Polícia Civil ter matado Daiane e indicou o local onde o corpo havia sido deixado, em uma área de mata afastada da cidade.
Segundo a Polícia Civil, foi o próprio Cléber quem conduziu os investigadores até o ponto exato, onde o corpo da corretora foi encontrado após cerca de 40 dias de desaparecimento. O local apresentava difícil acesso e exigiu apoio para a retirada.
Cléber foi preso na madrugada desta quarta-feira, investigado por homicídio. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime. Além deles, o porteiro do condomínio foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos, já que trabalhava no local e pode ter informações relevantes para a apuração.
De acordo com informações apuradas pelo jornal Metrópoles, Cléber afirmou em novo depoimento que agiu sozinho, versão que ainda será confrontada com provas técnicas e testemunhais reunidas ao longo da investigação.
A confissão marca uma reviravolta no caso, principalmente porque contradiz o primeiro depoimento do síndico. Inicialmente, Cléber havia declarado que não saiu do condomínio na noite do desaparecimento de Daiane.
No entanto, imagens de câmeras de segurança já analisadas pela polícia mostram o contrário: o síndico deixou o prédio por volta das 20h, dirigindo sua picape, veículo que ele agora admite ter usado para transportar o corpo da vítima para fora do condomínio.
Segundo a nova versão apresentada à polícia, após o crime, Cléber colocou o corpo na carroceria do veículo e saiu do local, deixando o condomínio sem levantar suspeitas naquele momento.
Daiane Alves trabalhava como corretora de imóveis e também cuidava de apartamentos ligados à família do síndico, o que mantinha uma convivência frequente entre vítima e suspeito. A Polícia Civil investiga qual teria sido a motivação do crime, incluindo possíveis conflitos anteriores.
O delegado responsável pelo caso afirmou que as investigações continuam para esclarecer:
a real participação do filho do síndico
se houve omissão ou colaboração de terceiros
e se a confissão corresponde integralmente aos fatos
A confirmação da morte e a confissão do principal suspeito provocaram comoção em Caldas Novas. Familiares e amigos da corretora cobram uma resposta rápida da Justiça e a punição de todos os envolvidos.
O caso reacende o debate sobre segurança em condomínios residenciais, relações de poder e a necessidade de mecanismos mais rígidos de fiscalização e proteção para moradores e trabalhadores.
👉 A Polícia Civil segue com diligências e novas oitivas devem acontecer nos próximos dias.